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Fernando Pessoa fernandopessoa:   Followers: 4 ; Following: 5

Fernando Pessoa - Poesias e Pensamentos

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Post by Fernando Pessoa (2014-08-29 19:53)

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Texto proibido de Fernando Pessoa


Despacho da censura portuguesa de 28 de abril de 1952 proibindo o texto "A Maçonaria" de Fernando Pessoa por considerar propaganda maçônica.

Relatório 4704.
"A Maçonaria - Propaganda Maçônica - Deve ser proibido"
Autor: Fernando Pessoa
O Leitor: Tentente Antonio Afonso Raposo.
Proveniência: P.I.D.E.
Direção de Serviços de Censura.

Fonte: Biblioteca e arquivo de José Pacheco Pereira (EPHEMERA - Ephemerajpp)

Veja texto de Fernando Pessoa sobre a Maçonaira.

P.I.D.E. foi a Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE) de Portugal que atuou de 1945 a 1969 (durante o período do governo de Salazar). Era uma polícia política que, entre outras coisas, investigava e censurava. Maisde 900 livros foram censurados na época.

Post by Fernando Pessoa (2014-02-04 13:06)

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Biblioteca particular de Fernando Pessoa


O recorte de jornal com artigo sobre a biblioteca de Fernando Pessoa. Texto completo:

A Biblioteca Fernandina

Às futuras gerações de filólogos, à procura das fontes que inspiraram o maior poeta português desde Camões, recomendamos uma pesquisa na biblioteca de Fernando Pessoa. Os aproximadamente 500 volumes que constituem hoje em dia esta biblioteca representam apenas um excerto do capítulo: Fernando Pessoa - leitor. Conta que o poeta trocava os livros que deixavam de lhe interessar por livros ingleses na antiga Livraria Inglesa da rua do Arsenal. Mesmo assim, no seu estado actual, reduzido aos livros dos quais não se queria separar, a biblioteca fernandina reflecte de maneira insofismável a personalidade e as preferências intelectuais do seu proprietário.

Notemos, desde logo, a preponderância impressionante dos livros ingleses ou traduzidos para inglês, facto que, só por si, devia reter a atenção dos Aubrey do nosso tempo, se tais houvesse; mais de 350 volumes da biblioteca são ingleses, seguidos por cerca de 100 livros franceses. É surpreendente, para o curioso fernandino, o número escasso de autores portugueses. Abstraindo de algumas obras de Teixeira de Pascoais e de uma colectânea miserável de Camões, esta secção da biblioteca compõe-se quase exclusivamente de poetas de terceira categoria, mas de dedicatórias verbosas, que talvez impediram que Pessoa os trocasse por livros ingleses.

A parte inglesa da biblioteca é, sem dúvida, aquela que o maior interesse oferece aos investigadores da obra de Pessoa. Embora não mais tivesse viajado, depois de ter regressado da África dos Sul, deixou os rastos das suas viagens interiores nas páginas dos seus livros, assinalando a lápis e a tinta os versos da sua preferência e a ressonância que os pensamentos dos outros nele despertavam. O poeta dos três heterónimos, no seu papel de leitor, permanece sempre «Pessoa ipse». Lado a lado, encontramos Virgílio e Horácio, as melhores antologias da poesia grega (em edições bilingues), fonte de inspiração de Ricardo Reis, as «Folhas de Erva», de Walt Whitman, sublinhadas por Pessoa-Álvaro de Campos, e os poetas clássicos ingleses que encantaram o jovem estudante da High School.
Citemos, traduzindo para português, um dos epigramas gregos (de um certo Palladas de Alexandria), sublinhado por Ricardo Reis:

É isto a vida, e nada mais existe; vida é delícia; vai-te, cuidado negro! Passageiros não os anos dos homens. Hoje o vinho é nosso e a dança e as grinaldas de flores e as mulheres. Hoje deixai-me viver gostosamente; ninguém sabe o que o amanhã nos dará.

Lendo estas linhas, quem não se lembraria das odes de Ricardo Reis, que começam pelos versos: «Coroai-me de rosas» ou «Tão cedo passa tudo quanto passa!». Estamos aqui em face do «topos» da transitoriedade das coisas que vêm da poesia grega até nos.

Também nas «Folhas de Erva», de Whitman, encontramos, entre os versos sublinhados, linhas de ligação com a poesia de Álvaro de Campos:

«Brotam de mim tais ardores que dentro de mim ignorava: velejam-me...»
e «Vivas àqueles que falharam!» citações estas que nos conduzem infalivelmente à «Ode triunfal» e à «Ode marítima» com o seu dinamismo
extático e a longa série de invocações.

Apesar da sua formação predominantemente inglesa, visível até no facto de ele se servir do inglês para as suas anotações. Pessoa orientou as suas leituras manifestamente no sentido goethiano da «Weltliteratur». Os autores clássicos desde Homero até Balzac dominam a secção literária da sua biblioteca. O curioso alemão se alegrará com aquela antologia dos melhores versos alemães, acompanhada, nos poemas de Goethe e Heine, por tímidas tentativas de tradução. Um filólogo sueco ficaria extasiado perante a tradução francesa do seu grande Runeberg, anotada a lápis pelo poeta português.
Além da parte literária propriamente dita – notemos, de passagem, a grande curiosidade de Pessoa pelos problemas, relacionados com a figura de Shakespeare, testemunhada por seis volumes – impressiona o espaço reservado á história da cultura, á teologia, astrologia e ciência ocultas. Encontramos, e muito sublinhada, uma obra sobre «The brotherood of the rosy cross» (A irmandade da Roseacruz), fonte indubitável do poema de Pessoa ipse «No túmulo de Christian Rosenkreutz». Ao lado de «The Kabbalah unveiled» (A Kabbala desvelada) existe «The twentieth century New Testament», com símbolos astrológicos e sinais a lápis á margem da Apocalipse. Pessoa entregou-se, consultando as diversas correntes da religiosidade cristã e judaica, a penosas inquirições acerca do ser supremo e da sua cognoscibilidade.

Das extensas leituras filosóficas, testemunhadas pelos amigos do poeta, poucos vestígios encontramos na biblioteca actual. Restam apenas Platão, Marco Aurélio, o ensaio sobre o livre arbítrio de Schopenahuer e obras sobre o glorificador da Prussia, Heinrich Treitschke, anotadas tão profusamente que somos levados a crer que Pessoa tentou, através da leitura de Treitschke, encontrar a chave para a compreensão do problema alemão. Entre os livros psicológicos predominam as obras de Max Nordau e dos seus adversários sobre a questão: «Génio em decadência», que tanto preocupou o poeta na sua mocidade. De Freud não existe nada, confirmando assim a informação que o próprio Pessoa forneceu a um dos seus críticos, dizendo que pouco ou nada fora influenciado pelo psiquiatra vienense.

Mesmo no seu estado actual e reduzida, a biblioteca fernandina é o retrato fiel da personalidade de Pessoa-leitor, reflectindo a amplitude dos seus interesses. Não são os bons livros que fazem o poeta genial, mas tratando-se aqui de um poeta genial, a viagem através da sua biblioteca ajuda-nos a compreender o interesse que a sua obra vai despertando universalmente.

(por Georg Rudolf Lind)

Observações:

O trecho citado "Brotam de mim tais ardores que dentro de mim ignorava: velejam-me" está no livro "Leaves of Grass" de "Walt Whitman", originalmente em inglês:

I hear the train’d soprano (what work with hers is this?)
The orchestra whirls me wider than Uranus flies,
It wrenches such ardors from me I did not know I possess’d them,
It sails me
, I dab with bare feet, they are lick’d by the indolent waves,
I am cut by bitter and angry hail, I lose my breath,
Steep’d amid honey’d morphine, my windpipe throttled in fakes of death,
At length let up again to feel the puzzle of puzzles,
And that we call Being.






A biblioteca pessoal de Fernando Pessoa está disponível online com mais de 140 livros disponíveis para consulta pela Internet.

Os 1419 volumes de livros que pertenceram a Fernando Pessoa foram classificados da seguinte forma:

Classe 0: Generalidades.
Classe 1: Filosofia. Psicologia.
Classe 2: Religião. Teologia.
Classe 3: Ciências Sociais. Direito. Administração.
Classe 4: Classe vaga.
Classe 5: Matemática. Ciências naturais.
Classe 6: Ciências aplicadas. Medicina. Tecnologia.
Classe 7: Arte. Belas-Artes. Recreação. Diversões.
Classe 8: Linguística. Filologia. Literatura.
Classe 9: Geografia. História. Biografias.

Conheça a biblioteca de Fernando Pessoa no Site da Casa Fernando Pessoa.

Link para a imagem do jornal em maior definição

Imagem: A Biblioteca Fernandina - recorte de artigo de jornal Diario de Noticias - Lisboa - 18 de janeiro de 1962 páginas 7 e 8 - artigo de Georg Rudolf Lind - acervo da Biblioteca Nacional.
Fonte da imagem (recorte do jornal):
http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/bdigital/index/estudos2.htm

Livro: A Biblioteca Particular de Fernando Pessoa

Post by Fernando Pessoa (2011-12-07 14:49)

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Site sobre Fernando Pessoa


Fernando Pessoa - Obra Poética

Post by Fernando Pessoa (2011-08-18 11:24)

From: Cássio José B. Silva
O que eu posso falar sobre isso, que é bonita, magistral, nenhum dos meus adjetivos a vai deixar mais bonito o que é bonito por si só. A página é bonita, o conhecimento é demais... 2014-02-04 13:32

From: Neuci
Pouco haveria de ser um tratado sobre o Poeta Fernando Pessoa! Invejável é sintetizá-lo com apuro, e a sensibilidade dos que realmente O alcançam. Valeu! 2012-01-12 00:02

Rodrigo, adorei sua home page. Pra mim Fernando pessoa é o maior poeta de todos os tempos. Adoro este cara! Super simpáticos os desenhos da Tatiana. E isso aí... "Para ser grande, sê inteiro... Parabéns pelo seu trabalho. Kaili A.A. Oliveira 2011-08-18 11:25

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Fórum de discussão sobre Fernando Pessoa


Acesse e participe do fórum sobre Fernando Pessoa, criado em maio/2000 com o InFórum:

Endereço de acesso ao fórum: http://inforum.insite.com.br/fernandopessoa/

Mais de 4800 mensagens postadas em 10 anos de fórum. Discussão sobre análise de poemas, textos do poeta, curiosidades sobre Fernando Pessoa, histórias, poesias, livros, traduções, vida de Fernando Pessoa, estilos, heterônimos e literatura relacionada ao poeta Fernando Pessoa.

Post by Fernando Pessoa (2011-08-17 18:29)

From: Sandra Almeida
Caros Amigos, o Poeta Fernando Pessoa é meu padroeiro. Parabéns pelo site. Porém, sugiro um link de busca. Estou procurando a poesia de Fernando Pessoa: "Grande é a poesia a bondade e as danças, mas o melhor do mundo são as crianças..." Eu não achei!!! abç, Sandra Almeida (sandra2004almeida - sandrinha) 2012-02-29 13:23

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Fernando Pessoa - Google doodle


Google comemora com um logotipo personalizado (Google doodle) os 123 anos de nascimento de Fernando Pessoa.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 13 de Junho de 1888.

Post by Fernando Pessoa (2011-06-13 12:00)

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